Silêncio é quando eu começo a sentir o mundo, a mim e o medo. As pessoas
que amo existem em silêncio. A palavra acaba e começa a ação. Dentro e
fora. A Paula cria espaços na alma, como hoje quando vi como fazia dentro de
si com minha camisa nova. E como espera meus movimentos, e como fica
alerta, e como espera quem eu sou. Ou quando as pessoas más aparecem. E
como falam do que não sabem. Porque têm medo principalmente de mim.
Silêncio é quando deixo os outros entrarem, e quando me desespero,
porque sei que então só haverá a verdade, e a verdade é que amo mas
tenho medo. Silêncio acontece quando elas me enxergam, e eles também. E
quando eu me mostro a mim - mas tenho medo. Silêncio é a origem do medo,
do amor e do ódio. Quando tudo aparece, quando sou eu mesmo. Quando
sou, e faço, e amo, e transo.
Silêncio é quando o amor pelo mundo surge, e eu morro, e renasço.
Silêncio é quando ela me quer. E quer vivo. Para mim. Para ela. Quando ela quer-me dentro.
Silêncio é ver o Thiago em mim. E abordar e aceitar seu amor. E o amor deles.
Silêncio é amor.
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